Dom Jacinto Inacio Flach celebra 25 anos de sacerdócio na terça-feira

sábado, 4 de maio de 2013 0 comentários
Os próximos dias 05 e 07 de maio serão especiais na vida do bispo da Diocese de Criciúma, Dom Jacinto Inacio Flach. O epíscopo celebra dois momentos em ação de graças por seus 25 anos de sacerdócio: No dia 05, com o povo da Diocese de Criciúma, na Catedral São José, que também celebra Missa Solene em honra a seu padroeiro às 10h. Na terça, 07, acompanhado por alguns membros do clero diocesano, o bispo comemora em sua terra natal, na cidade gaúcha de Bom Princípio, onde celebra missa às 10h, junto de familiares e amigos. O primeiro bispo da Diocese de Criciúma, hoje bispo da Diocese de Montenegro, Dom Paulo Antonio De Conto, também participará da celebração, uma vez que a paróquia de origem de Dom Jacinto pertence ao território pastoral da diocese.

O chamado à vocação e a família

“Uma história que começou, creio eu, desde o ventre de minha mãe. Pois desde criança, sempre tive a vontade de ser padre”, relata o bispo. Nascido em 26 de fevereiro de 1952, na comunidade de Morro São Pedro, interior da cidade de Bom Princípio, no Rio Grande do Sul, distante cerca de 70 km da capital Porto Alegre, é filho de Maria América Schaidler e José Otacílio Flach (falecido). Muito apegado à família, Dom Jacinto afirma que sentiu dificuldade para sair de casa e ingressar no seminário. O fez quando já tinha 23 anos de idade. O bispo é o quinto de uma família de nove irmãos. “Somos muito unidos, como nossos pais nos ensinaram a ser. Se há alguma dificuldade, sabemos nos perdoar e cultivar a unidade. Sempre nos encontramos, sobretudo no Natal e na Páscoa. É uma benção muito grande a família, pois temos tantas coisas a viver e partilhar uns com os outros”, afirma.

A devoção por Nossa Senhora

Dom Jacinto iniciou os estudos no Seminário Imaculada Conceição, em Viamão e cursou Filosofia e Teologia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS). Ao todo, foram 13 anos de estudos até sua ordenação presbiteral, em 1988, considerado pela Igreja Ano Santo Mariano, título que o bispo faz questão de lembrar, por sua grande devoção à Nossa Senhora.

“Isto foi para mim uma graça, porque o bispo queria que eu me ordenasse no fim do ano, mas eu pedi para esperar mais alguns meses, para ficar numa paróquia como diácono e depois ser ordenado. E caiu justamente no Ano Santo Mariano e no mês de Maria. Nasci numa paróquia mariana. Minha mãe é Maria e meu pai se chamava José, então sempre tive uma ligação profunda com Nossa Senhora e vejo ali também uma benção”, pontua o bispo.

Por onde passou

Com o lema “Tudo posso Naquele que me fortalece” (Fp 4,13), Dom Jacinto foi ordenado padre pela imposição das mãos de Dom Edmundo Knuz, na Paróquia Nossa Senhora da Purificação, em Bom Princípio. Após a ordenação, foi enviado à Paróquia Santo Antônio, em Estrela (RS), onde trabalhou durante dois anos como vigário paroquial. Depois, foi para o Seminário e Paróquia Imaculada Conceição, em Viamão (RS). Serviu ali durante cinco anos, até assumir uma nova missão, ampliando seus estudos com o Mestrado em Teologia Espiritual pelo Instituto Teresianum, em Roma, na Itália. Lá permaneceu dois anos, residindo no Pontifício Colégio Pio Brasileiro, até retornar para o Brasil, em 1997, quando assumiu como diretor espiritual do Seminário de Viamão.

Chamado para ser Bispo

“A gente é escolhido bispo sem saber. Antes, é feita uma consulta sobre a vida da gente. Para a escolha de um bispo, são apontados três candidatos. O Papa escolhe um deles por meio de suas orações e do resumo da vida deles que lhe é entregue. Não foi fácil aceitar. É algo muito forte, que deixa a gente sem chão. Nunca esperei por isso, queria apenas ser padre. Eu sempre dizia ao bispo: ‘A paróquia para a qual ninguém quiser ir, o senhor pode me mandar, que eu vou!’”, relata Dom Jacinto, que em 28 de outubro de 2003, recebeu o pedido do Papa Bento XVI para ser bispo auxiliar de Porto Alegre. Mesmo muito preocupado com a missão a qual Deus lhe chamava, aceitou três dias depois. Foi nomeado bispo auxiliar de Porto Alegre e do Vicariato de Guaíba em 12 de novembro de 2003 e ordenado bispo em 05 de fevereiro de 2004, com o lema episcopal “Anuncio-vos a Misericórdia”. Com esta frase extraída da carta encíclica Dives in Misericordia, escrita pelo Papa João Paulo II, Dom Jacinto garante que o centro de uma vida renovada, de transformação do ser humano e da sociedade está no amor misericordioso de Jesus. “Através dele, tanta alegria, tanta paz voltam, quando cremos que o Coração de Jesus é, sobretudo, muito misericordioso. Ele não condena, não expulsa, não afasta, mas quer todos para Ele, e para isto, Ele veio: para ser a salvação, para que possamos descobrir e entrar neste mistério”.

Em 13 de novembro de 2009, Dom Jacinto iniciou uma nova missão: Ser bispo da Diocese de Criciúma. A Igreja diocesana, que neste ano também completa seus 15 anos de caminhada, é motivo de alegria para seu pastor. “Sou feliz, gosto de fazer o que faço, mas sei que somente consigo fazer tudo pela oração e pelo apoio das pessoas que rezam comigo, para poder fazer o que é da vontade de Deus e não a minha. Tento fazer o que vejo que é melhor para a Igreja e para o povo de Deus. Da minha vida, só tenho a agradecer, porque não foi fácil. Houve coisas muito desafiadoras, mas houve bênçãos muito maiores que os desafios”.

O zelo com as pessoas

Dom Jacinto conta que desde antes de ser bispo, sempre prezou por atender as pessoas. Adquiriu experiência quando padre, atendendo três vezes por semana em duas grandes escolas de Porto Alegre (RS). Lá, ouvia e aconselhava professores, alunos e funcionários. “Sempre tive muito presente que para ser padre, não se deve descuidar das pastorais, movimentos e grupos. É necessário e fundamental, no mundo de hoje, o atendimento às pessoas como indivíduos, com sua história e seu sofrimento, que precisam de acolhimento. Mesmo com todas as minhas funções, sempre procuro alguns dias da semana, atender pessoas que precisam de ajuda. A gente pode fazer uma missa bonita, com muita gente, isto é algo maravilhoso. Mas outra coisa bonita é ajudar um ser humano que está em um mundo sofrido. Aquilo que Jesus fez: Ele ensinava a Boa Nova do Evangelho, mas se alguém tocava Nele ou pedia-lhe algo, Ele nunca ia adiante, sempre atendia esta pessoa que estava ali, carente, sofrendo, precisando do amor Dele. Se um padre ou bispo não fizer isto em sua vida, nele faltará uma parte essencial, inclusive para a sua própria alegria também”, ressalta.
Fonte: Diocese de Criciúma

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